Relatos dos bastidores de um festival – parte 1
Olha só, vou dizer uma coisa, apenas pra começar: a 10ª edição do festival Curitiba Calling entrou para a história do rock de Curitiba e para a da minha vida!
A minha ideia inicial era fazer um relato geral dos três dias de festival. Mas como ficou praticamente um livro apenas o primeiro dia, vou dividir em três posts mesmo.
Minha história com o Curitiba Calling começou com uma reunião feita com as bandas alguns dias antes do evento, para assinaturas de direitos de imagem e ECAD. Os papos que dominaram, como não poderia ser diferente, juntando tantos músicos e produtores, ficaram em torno do atual momento musical da cidade. Principalmente pelo fato de que pessoas vêm para unir e outras para ramificar. Algo que, inesperadamente, é recorrente hoje em Curitiba.
Conversa parecida com a do talk show de lançamento do festival, realizado na Fnac, na quinta-feira anterior ao evento. Os dois organizadores, Abonico, do Mondobacana, e JR, do 92 Graus, debateram junto com os presentes que, obviamente, eram em sua maioria músicos da cidade.
A expectativa era muito grande para esta edição do festival. Afinal, muitos experimentos aconteceriam, o que depois foi visto que de experimentos não tinham nada, era algo muito concretizado e funcionou perfeitamente bem. Os principais deles, transmissão ao vivo pela internet e gravação de todas as bandas para a produção de um DVD.
Na sexta, primeiro dia de festival, cheguei um pouco antes no 92 Graus, para ajudar no que fosse necessário. Quando cheguei, de cara fiquei surpreso. O Guilherme Boni já com o aparato do streaming pronto, em funcionamento – inclusive, o computador utilizado eu mesmo emprestei –, e o Fernando Tupan com o aparato de vídeo também ok. Logo comecei a tirar fotos para a cobertura online, feita também em tempo real e postada no blog do festival. Aí pipocaram as primeiras imagens de bastidores e passagem de som. A pedidos do pessoal da internet, criamos um Flickr para postar fotos maiores.
Guilherme Boni pilotando o streaming
Mesa de edição/streaming
O 92 instantes antes de abrir
Aí a correria começou. O bar abriu com uma hora de atraso, mas a sensação de que estava abrindo muito cedo, que ainda tinha muita coisa pra acertar, tomou conta. Mas era uma sensação falsa, talvez pela grande expectativa. A partir daí foi criada uma certa rotina, onde eu tirava, já na primeira música, fotos da banda que estava tocando. Descarregava no meu computador, editava e lá pela terceira música do show as fotos já estavam no blog. Getulio Guerra, do Pras Bandas, chegou no QG montado para a produção e, de cara, já deu a excelente ideia de publicarmos o setlist do show junto com as fotos. A partir disso, a Bianca passava no palco depois de cada show pedindo o setlist.
QG montado para a produção
Enquanto isso, o Abonico atualizava todos os demais meios online e coordenava o andamento do festival. Afinal, muitas coisas aparecem para serem resolvidas de última hora, ainda mais em um festival que envolve 40 bandas em apenas 3 dias.
Ficou acertado que eu dividiria também as entrevistas junto com a Aline Baroni, que inicialmente seriam transmitidas ao vivo em todos os intervalos do festival. Aí já era outra expectativa, pois fico meio ansioso com essas coisas de microfones e câmeras. No primeiro dia apenas a Aline fez as entrevistas, aí me concentrei em tirar fotos e atualizar o blog, já que o Marcelo Stammer não pode ir neste dia.
Aline Baroni entrevista Cris, com o Moby ao fundo
Obviamente, não pude acompanhar com tanta atenção tudo o que acontecia nos palcos para fazer releases decentes dos shows, mas do primeiro dia, pelo que lembro, as bandas que mais me agradaram foram: Giovanni Caruso e o Escambau (nem se compara ao projeto anterior do Giovanni, Faichecleres), Pão de Hambúrguer (dividi palco com eles há uns 2 anos, e desde então acompanho o que posso da carreira da banda) e Our Gang (mesmo com o ar de “não to nem aí pra essa porra” deles, o som é até que legalzinho).
Giovanni Caruso e o Escambau
Pão de Hambúrguer
Our Gang – sim, ele atendeu o celular no meio do show
Público do começo do primeiro dia
Além de fazer tudo isso, acompanhei, não sei como, o que pude dos treinos da Fórmula 1 simultaneamente.
E assim terminou o primeiro dia, indicando que o segundo seria ainda melhor. E foi.











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